
a caça ao leão (pormenor)
Entremeando notícias sobre a arte musiva dos artífices da Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel, aqui se vão deixando também algumas notas sobre a história do mosaico e referências que possam interessar a quem pretende saber algo mais sobre esta matéria.
E é assim que, depois de termos dito que a utilização dos mosaicos se perde nos milénios, e embora tenham sido os romanos os grandes responsáveis pela expansão desta arte, pode dizer-se que já no tempo dos gregos, desde o século IV a.C., se generalizou a técnica da utilização de seixos rolados, como se podem ver alguns exemplos nos pavimentos dos palácios de Pella, capital da Macedónia, terra do famoso Alexandre, o Grande, filho de Filipe II.
Esta técnica, abandonada posteriormente, veio a ser retomada de forma um pouco mais tosca nos empedramentos das ruas centrais das cidades da Idade Média, e conhece hoje interessantes aplicações em alguns mosaicos modernos, por exemplo, em passeios de jardins.
Numa primeira fase, os seixos eram recolhidos e seleccionados pelo tamanho e cor, nos rios e nas praias e, numa segunda fase, chegaram mesmo a utilizar seixos pintados, sobretudo para desenhar o pormenor das figuras centrais “emblema”, ou nas cercaduras dos pavimentos, ricamente floreadas.
Um pormenor demonstrativo da importância de alguns destes mosaicos está no facto de, pela primeira vez, alguns deles aparecerem assinados pelo seu autor, como se pode ver pela expressão: “Feito por GNOSIS”.
Para melhor definir os contornos do desenho, os seixos eram muitas vezes delimitados por linhas ou filetes de chumbo.