Embora levado à sua máxima utilização e esplendor pelos Romanos, que o designavam de “pintura eterna”, por ser executado com tesselas de pedras policromas naturais, e depois também em pasta de vidro (smalti), a palavra mosaico tem a sua origem no grego “mosaicon”, que significa “arte paciente, digna das musas”.
Mas os vestígios dos primeiros mosaicos perdem-se na bruma dos tempos quando, por exemplo, nas civilizações primitivas, se utilizavam seixos rolados, de cores diferentes, para decorar os pavimentos e as calçadas. Aliás, os calceteiros portugueses são os mais exímios herdeiros modernos desta tradição que se pode apreciar nomeadamente nos passeios e praças de Lisboa, e até em outros países, como é o exemplo do motivo ornamental das ondas do “mar largo”, na Praça do Rossio, ou no célebre e extenso “calçadão” da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.
A preocupação excessiva em imitar a pintura, perdendo temporariamente alguma autonomia como expressão plástica, a dificuldade da sua execução e os elevados custos inerentes levam a que actualmente existam poucos artífices dedicados a esta arte.
Inspirados no “mosaico romano de Frende – Baião, os artesãos da Cooperativa Fonte do Mel compuseram já belas peças decorativas e magníficos murais para diversos pontos do país e do estrangeiro.
