Archive for May, 2009

peças decorativas

May 23, 2009

Mas nem só da execução de murais e painéis tratam os artífices da nossa Oficina.

Também ali se dá forma a belas peças  decorativas de mosaico cerâmico ou em tesselas de pedras polícromas que, depois são pacientemente polidas, coisa que não se conhece mesmo noutras partes do mundo onde se pratica esta arte.

Por isso aqui iremos colocando imagens  de algumas dessas peças que não deixarão indiferentes as pessoas com sensibilidade.

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                                        “Neolithos”

 

P7080022                                      Peixe e Algas

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                        “Arabescos”

 

Cópia de P1010185

                                   “Lithurgical”

 

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                                 “Wedding Day”

a “Ribeira” de Gaia

May 23, 2009

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Pormenor de “A Ribeira de Gaia”, um dos maiores painéis até hoje realizados na Oficina, exclusivamente em pedras naturais, provenientes de todo o mundo, cortadas manualmente, e que pode ver-ser no salão polivalente do Instituto Piaget, em Vila Nova de Gaia

momentos do “passo-a-passo”

May 23, 2009

Já se referiu que todo o processo da realização de um mosaico em tesselas de pedra natural  implica um trabalho duro, paciente e demorado, embora entusiasmante.

É a selecção e o corte da pedra. É a colagem provisória em rede de fibra de vidro. É a colagem numa placa de suporte, antes do transporte e fixação no local de destino.

Os martelos apropriados e as turquesas apropriadas, com gumes de diamante (que de pouco adiantam para pedras tão duras como o Verde Guatemala, o Red África, da Á frica do Sul, ou o Preto Absoluto do Brasil – podem vir à Oficina experimentar!) são alguns dos utensílios mais necessários a todo este trabalho.

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“ o irmão melro”

May 23, 2009

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Já quase no final do percurso para Tormes se encontra este pequeno painel, representando um melro, cujo bico foi por sua vez estilizado em chapa metálica para a sinalética de orientação do caminho, e remetendo para os louvores à mãe Natureza que ouvia de Jacinto e Zé Fernandes, na subida para Tormes, e repetia continuadamente.

É o lado “franciscano” de Eça, que permite ao grande escritor e jornalista Augusto Abelaira considerar “A Cidade e as Serras” como o romance mais ecológico do mundo.

“ o arroz de favas com presunto e frango alourado no espeto”

May 23, 2009

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 A gastronomia não é motivo de simples apontamentos ou notas realistas de circunstância na obra queirosiana. No caso da “Cidade e as Serras” é também um tema estruturante, aparecendo como símbolo eufórico de momentos de transformação e de “ressurreição”.

Por isso, o Embaixador brasileiro Dário de Castro Alves, deu-se ao trabalho de elaborar um dicionário gastronómico de Eça de Queirós, em dois volumes, onde constam mais de quatro mil citações, com relevância para este romance. Não por acaso lhe chamou “ Era Tormes e Amanhecia”. E pela mesma razão, a Professora Beatriz Berrini, da Pontifícia Universidade de S. Paulo, em colaboração com Maria de Lurdes Modesto, escreveram um livro de receitas, magnificamente ilustrado, que dá pelo nome de “Comer e Beber com Eça e Queirós”.

“Ulisses à procura da sua Ítaca e da sua Penélope”

May 23, 2009

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É também a Odisseia, obra fundadora da Literatura Universal, com o seu herói, Ulisses, que simbolizam as aventuras, a viagem e a transformação de Jacinto, à procura de um sentido para a vida..

Por isso, referida várias vezes no romance e fundamental para a sua compreensão.

“ a égua de Quixote e a burra de Sancho”

May 23, 2009

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D. Quixote, de Cervantes, talvez a personagem mais conhecida da Literatura Universal, pode aqui ser considerado como um alter-ego de Jacinto, e por sua vez, do próprio Eça de Queirós. Do mesmo modo, Sancho e Zé Fernandes.

De notar que, dos 70.000 livros da biblioteca de Jacinto, em Paris, esta era uma das únicas obras (juntamente com as epopeias de Homero e as bucólicas de Virgílio) que Jacinto lia gostosamente em Tormes, recuperando o “riso” e a alegria de viver.

“ do 202 a Tormes”

May 23, 2009

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 O primeiro painel do “Caminho de Jacinto” remete para a viagem do 202, nos Campos Elíseos, em Paris até Portugal, à Estação ferroviária de Aregos, onde estão colocados. Relembra o tema da “viagem”, metáfora da viagem interior que corresponde à progressiva transformação da personagem principal – Jacinto, com a sua fixação definitiva em Tormes.

Mas simboliza também a “Civilização”, porque foi o comboio a funcionar como veículo do progresso das regiões do interior facilitando a mobilidade das pessoas e a entrada de novas ideias.

O “ Caminho de Jacinto”

May 23, 2009

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Assinalando o caminho que Eça de Queirós teve efectivamente de percorrer para visitar e tomar posse da sua casa de “Vila Nova”, em Santa Cruz do Douro (hoje, “Casa de Tormes”), e que esteve na origem do conto “Civilização” e do Romance “A Cidade e as Serras”, estes magníficos mosaicos, foram já apreciados por milhares de caminheiros, que fazem questão de repetir esse percurso, até à Fundação Eça de Queirós.

 Os “cartões” para estes painéis foram desenhados por Cristina Sampaio (recentemente laureada com o primeiro prémio do World Press Cartoon Editorial), e resultantes de uma “leitura” conjunta e dialogada com o Presidente da Cooperativa Cultural de Baião, Pereira Cardoso, e impulsionador desta actividade de dinamização da arte musiva.

“ Arte paciente, digna das Musas”

May 23, 2009

Embora levado à sua máxima utilização e esplendor pelos Romanos, que o designavam de “pintura eterna”, por ser executado com tesselas de pedras policromas naturais, e depois também em pasta de vidro (smalti), a palavra mosaico tem a sua origem no grego “mosaicon”, que significa “arte paciente, digna das musas”.

 Mas os vestígios dos primeiros mosaicos perdem-se na bruma dos tempos quando, por exemplo, nas civilizações primitivas, se utilizavam seixos rolados, de cores diferentes, para decorar os pavimentos e as calçadas. Aliás, os calceteiros portugueses são os mais exímios herdeiros modernos desta tradição que se pode apreciar nomeadamente nos passeios e praças de Lisboa, e até em outros países, como é o exemplo do motivo ornamental das ondas do “mar largo”, na Praça do Rossio, ou no célebre e extenso “calçadão” da praia de Copacabana, no Rio de Janeiro.

 A preocupação excessiva em imitar a pintura, perdendo temporariamente alguma autonomia como expressão plástica,  a dificuldade da sua execução e os elevados custos inerentes levam a que actualmente existam poucos artífices dedicados a esta arte.

 Inspirados no “mosaico romano de Frende – Baião, os artesãos da Cooperativa Fonte do Mel compuseram já belas peças decorativas e magníficos  murais para diversos pontos do país e do estrangeiro.

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