Um dos percursos onde se pode ver, ainda intacta, a calçada romana do grande itinerário – verdadeiro IP de há quase dois milénios – que ligava a cidade de Braga (BRACARA) a Mérida (EMERITA), capital da Lusitânia, através do Freixo (Tongóbriga) é o que se pode fazer com bastante facilidade entre a freguesia de Ancede, em Baião, e a travessia do rio Douro, de Porto Manso (Ribadouro) a Porto Antigo (Cinfães).
Junto a Porto Manso haveria provavelmente um “mansio” (onde se albergavam os oficiais romanos, e daí a etimologia da palavra “mansão”) na Quinta de Mosteirô, para apoio à travessia do Douro.
Ainda antes deste troço, podia ver-se em Mesquinhata, o marco miliário da Carreirinha (hoje no Museu Municipal de Baião), dedicado ao Imperador Galieno.
Também já sobranceiro a Porto Manso, e ladeado por este caminho, se pode observar o Castro romanizado, que deu o nome de “Crasto” a este lugar.
É um interessante percurso pedestre, com cerca de 3 Km, já experimentado por muitos caminheiros, e que tem, na sua envolvência, para além de magníficos miradouros sobre a albufeira da Pala, muitos outros motivos de interesse natural e histórico-cultural, a começar pelo Mosteiro de Ancede e o mítico “Convento das Freiras”, por cima do “Poço Negro”. Segredos para descobrir.
Pois é precisamente junto à calçada original, e muito perto da célebre casa de Vale de Cerdeira, da autoria de Souto Moura, que se encontra o painel realizado na Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel, a assinalar este percurso muito procurado, recorrendo a uma arte da época: o mosaico romano.



















