Archive for the ‘Uncategorized’ Category

Painel no Caminho Romano entre Ancede e Porto Manso

December 1, 2009

 

Um dos percursos onde se pode ver, ainda intacta, a calçada romana do grande itinerário – verdadeiro IP de há quase dois milénios –  que ligava a cidade de Braga (BRACARA)  a Mérida (EMERITA), capital da Lusitânia, através do Freixo (Tongóbriga) é o que se pode fazer com bastante facilidade entre a freguesia de Ancede, em Baião, e a travessia do rio Douro, de Porto Manso (Ribadouro) a Porto Antigo (Cinfães).

Junto a Porto Manso haveria provavelmente um “mansio” (onde se albergavam os oficiais romanos, e daí a etimologia da palavra “mansão”) na Quinta de Mosteirô, para apoio à travessia do Douro.

Ainda antes deste troço, podia ver-se em Mesquinhata, o marco miliário da Carreirinha (hoje no Museu Municipal de Baião), dedicado ao Imperador Galieno.

Também já sobranceiro a Porto Manso, e ladeado por este caminho, se pode observar o Castro romanizado, que deu o nome de “Crasto” a este lugar.

É um interessante percurso pedestre, com cerca de 3 Km, já experimentado por muitos caminheiros, e que tem, na sua envolvência, para além de magníficos miradouros sobre a albufeira da Pala, muitos outros motivos de interesse natural e histórico-cultural, a começar pelo Mosteiro de Ancede e o mítico “Convento das Freiras”, por cima do “Poço Negro”. Segredos para descobrir.

Pois é precisamente junto à calçada original, e muito perto da célebre casa de Vale de Cerdeira, da autoria de Souto Moura, que se encontra o painel realizado na Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel, a assinalar este percurso muito procurado, recorrendo a uma arte da  época: o mosaico romano.

O nosso mosaico na Comunicação Social

December 1, 2009

E aqui ficam os links para dois vídeos que revelam o interesse da comunicação social pelo trabalho que os nossos artífices “pacientemente” vão desenvolvendo no dia-a-dia:

SAPO:

http://videos.sapo.pt/fG3ku46QnbmLqOJsgu01

 RTP:

http://tv1.rtp.pt/noticias/index.php?t=Revitalizar-o-mosaico-romano.rtp&headline=20&visual=9&article=213535&tm=4&rss=0&videos_page=7

“tesselas” de 1 milímetro cúbico!!!

October 14, 2009

pombas bebendo na taça

Continuando algumas notas breves sobre a história do mosaico, e referindo ainda o mundo grego, apesar de haver diversos vestígios nomeadamente desde o séc. IV a.C., foi sobretudo durante todo o período  e  área de influência helenística (inclusive na actual Itália, Pompeia…) que esta arte adquiriu uma grande expansão e aperfeiçoamento.

Um dos nomes a merecer referência é o do mosaista Sosos, cujo motivo das pombas bebendo numa taça foi depois copiado e reproduzido frequentemente no mundo romano.

Será o leitor capaz de imaginar cerca de sessenta “tesselas” de vários tamanhos tão pequenos, a preencher o espaço de um centímetro quadrado?!!!

A Última Ceia (pormenores)

October 2, 2009

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A Última Ceia – reprodução de Tintoretto

August 2, 2009

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Não existe apenas a Última Ceia de Leonardo da Vinci, mil e mil vezes reproduzida. Só Tintoretto, célebre pintor veneziano do século XVI, representou por oito vezes esta conhecida cena bíblica. Trata-se de um tema que decora igrejas, palácios, salas de jantar, museus e outros locais.

Isso mesmo nos solicitaram para o refeitório no Lar do Centro Social de Santa Cruz do Douro.

É um trabalho figurativo, de bastante pormenor, que muito nos entusiasmou e mais nos agradou quando, terminado e no local definitivo, pudemos ver a alegria que transmite aos utilizadores daquela sala de jantar, onde são tratados com tal cuidado e carinho, como em poucos lados se pode ver.

Tratando-se, embora, de uma reprodução, é uma obra de que nos orgulhamos.

Do Douro à Serra de Montedeiras

June 28, 2009

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Uma das experiências mais interessantes neste projecto da Câmara Municipal de Marco de Canaveses foi a reunião de parcerias e agentes tão diversos como a Junta de Freguesia de Sande, a Cooperativa Dólmen, a Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel, a ESAP (Escola Superior de Artes Plásticas, Pólo de Guimarães, onde foram preparados os “cartões” para os painéis de mosaico) e o papel entusiasta e dinamizador da Dra. Maria Augusta e do Arqueólogo Paulo Dórdio.

Trata-se de um itinerário pedestre onde se juntam de modo extraordinário e harmonioso o património ambiental, paisagístico e cultural, que se integra na rede de outros itinerários de uma região com as características únicas do “Douro Verde”.

“momentos” da instalação:

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Imagens do percurso de inauguração:

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mesa “Rosa dos Ventos”

June 18, 2009

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Este é apenas um exemplar de várias mesas que foram realizadas para diversos pontos do país inspiradas no motivo da “Rosa dos Ventos”.

Para o efeito fez-se uma pesquisa nas cartas náuticas portuguesas, ou portulanos, nomeadamente dos séculos XVI e XVII que, depois da sua função inicialmente utilitária, nesta aplicação em mosaico, resultaram numa interessante riqueza decorativa.

mosaico evocativo dos 75 anos da Misericórdia de Baião

June 14, 2009

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Na história da luta por uma saúde melhor em Portugal, o nome da rainha Dª. Leonor ocupa um lugar cimeiro com a sua incansável actividade, traduzida principalmente nos “Hospitais da Misericórdia”. Trata-se de um movimento, com 500 anos de vida, que, das Caldas da Rainha e de Lisboa, alastrou a todo o país e depois a diversas partes do mundo, desde o Brasil até ao Japão.

Muitos concelhos de Portugal começaram por construir o seu “Hospital da Misericórdia”.

Assim foi também em Baião, mais recentemente.

Do conjunto das comemorações dos seus 75 anos, em Fevereiro do ano passado, para além do lançamento da primeira pedra de um Centro de Actividades Ocupacionais de apoio ao cidadão com deficiência, os responsáveis quiseram assinalar a data com a instalação de um mosaico, realizado pelos artífices da nossa oficina, evocativo da fundadora nacional, do fundador local e primeiro Provedor, o prestigiado Dr. Miranda, e a referência às “14 Obras de Misericórdia”, sendo as “sete corporais” representadas pelas pétalas de uma rosa, inscritas no meio das “sete espirituais”, representadas pelas sete pontas de uma estrela.

O mosaico de seixos rolados

June 13, 2009

a caça ao leão

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  a caça ao leão  (pormenor)

Entremeando notícias sobre a arte musiva dos artífices da Cooperativa Cultural de Baião – Fonte do Mel, aqui se vão deixando também algumas notas sobre a história do mosaico e referências que possam interessar a quem pretende saber algo mais sobre esta matéria.

E é assim que, depois de termos dito que a utilização dos mosaicos se perde nos milénios, e embora tenham sido os romanos os grandes responsáveis pela expansão desta arte, pode dizer-se que já no tempo dos gregos, desde o século IV a.C.,  se generalizou a técnica da utilização de seixos rolados, como se podem ver alguns exemplos nos pavimentos dos palácios de Pella, capital da Macedónia, terra do famoso Alexandre, o Grande, filho de Filipe II.

Esta técnica, abandonada posteriormente, veio a ser retomada de forma um pouco mais tosca  nos empedramentos das ruas centrais das cidades da Idade Média, e conhece hoje interessantes aplicações em alguns mosaicos modernos, por exemplo, em passeios de jardins.

Numa primeira fase, os seixos eram recolhidos e seleccionados pelo tamanho e cor, nos rios e nas praias e, numa segunda fase, chegaram mesmo a utilizar seixos pintados, sobretudo para desenhar o pormenor das figuras centrais “emblema”, ou nas cercaduras dos pavimentos,  ricamente floreadas.

Um pormenor demonstrativo da importância de alguns destes mosaicos está no facto de, pela primeira vez, alguns deles aparecerem assinados pelo seu autor, como se pode ver pela expressão: “Feito por GNOSIS”.

Para melhor definir os contornos do desenho, os seixos eram muitas vezes delimitados por linhas ou filetes de chumbo.

mosaicos na “primeira” cidade

June 11, 2009

uruk

Considerada a primeira cidade  construída pelo homem, no mundo, ou pelo menos na Mesopotâmia,  no centro de uma rede de outras comunidades importantes do Médio Oriente, Uruk (hoje Warka, Iraque) também as colunas no pátio do seu grande santuário de Eanna eram revestidas por mosaicos, no terceiro milénio a.C.

Tinham a particularidade de formar desenhos geométricos, não figurativos, imitando padrões têxteis de losangos e entrançados.

Outra curiosidade está no facto de as tesselas serem constituídas por cones em terracota, com as superfícies coloridas em vermelho, branco e preto, e embutidos no estuque das colunas, também para as proteger.

A descoberta de mosaicos semelhantes em outras localidades da região mostra a importância desta inovação decorativa.

Uma boa amostra destas colunas pode ser apreciada no Staatliche Museum de Berlim.

cone mosaics

 

 

 

 

vermelho, branco e preto.

tessela cone mosaic

 

 

tessela cónica em barro cozido.

colunas de uruk

 

 

 

 

 

 

 

                              a decoração em padrões geométricos